Madre Maria Madalena de Vera Cruz (1575-?)

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Data de publicação
2009
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Nascida em 14 de Setembro de 1575, era natural de Pinto. Filha de António Gonçalves de Ávila e de Hyeronima Romana, e baptizada com o nome de Mariana, revelou uma inteligência precoce. Marcada por uma extrema fealdade (aspecto valorizado autobiograficamente), desenvolveu sozinha, e com apenas quatro anos, aptidões na leitura. Apesar de pertencer ao Convento de Santa Maria da Cruz de Cubas, para onde entrou com apenas quinze anos, e onde foi enfermeira durante nove anos, integrou o grupo das seguidoras da Madre Jeronima de la Asunsion, cujo objectivo era evangelizar no Extremo Oriente. Tendo sido uma das fundadoras do Convento de Santa Clara de Manila em 1621, foi-o também do de Macau em 1633, para onde foi nomeada Vigaria. Em Macau exerceu também os cargos de Abadessa e Mestra de Noviças. Tendo por confessor frei António de Santa Maria, escreveu em 1640 uma obra de carácter alegórico-visionária. que designou por «Floresta Franciscana». Tendo desempenhado o cargo de Abadessa no convento de Santa Clara de Macau, não foi ignorada aquando das contradições de 1642 que ocorreram entre o Governador do Bispado da China, frei Bento de Cristo, e os Comissários do Santo Ofício de filiação jesuíta Padres Gaspar Luís e Gaspar do Amaral. Referida pelos detractores dos franciscanos como «a profetizada», abandonou dois anos depois Macau no chó capitaneado por D. João Cláudio, a caminho de Manila, na companhia de frei António de Santa Maria, do frei António del Puerto, e das Madres Margarida de la Concepcion e Clara de S. Francisco.

Tendo aportado em Turão na Cochinchina, onde ainda se encontrava em dois de Abril de 1645, foi recebida pelo rei Nguyen Phuoc. Foi autora de «Floresta Franciscana de Ilustraciones Celestiales Cogidas al Hilo de la Oración en la Aurora de Maria […]», «Flores Virginales del Guerto Inmaculado de Maria, […] en la defensa que siempre haze al alba hermoza de su pura Concepcion de la Orden de seraphines franciscana […]», e de «Loores de la virgem Señora Nuestra, sin pecado original».

Bibliografia:
Cayetano Sanchez OFM, «La Madre Jeronima de la Asuncion y su Fundacion del Monasterio de Santa Clara de Manila. Incidencias y Consecuencias», Separata de «VERDAD Y VIDA», T. LII - 1994 - Núms 205-206, Madrid. PENALVA, Elsa, «Mulheres em Macau 1633-1644», Actas do Colóquio Internacional Macau no Período Ming, Centro Científico e Cultural de Macau, I. P., 2007, (no prelo). CARNEIRO, María Isabel Brabeito, Mujeres y Literatura del Siglo de Oro Espacios Profanos y Espacios Conventuales, Madrid, Safekat, S.L, 2007.